Menopausa e obesidade: por que o metabolismo feminino muda drasticamente após os 40 anos e como contornar o ganho de peso

A queda estrogênica altera a distribuição de gordura no corpo feminino, aumentando os riscos metabólicos; saiba como as novas tecnologias de saciedade auxiliam mulheres a atravessar o climatério com mais saúde e controle sobre o próprio corpo.

Mais de 60% das mulheres brasileiras acima dos 45 anos apresentam sobrepeso ou obesidade, segundo dados do Ministério da Saúde. O cenário reflete uma mudança metabólica comum durante o climatério, com a queda dos níveis de estrogênio, o organismo feminino passa a armazenar mais gordura, especialmente na região abdominal, além de reduzir o gasto energético e alterar os mecanismos de saciedade. O resultado é um ganho de peso progressivo que vai além da alimentação ou da rotina de exercícios. 

Segundo Bruno Sander, médico especialista em emagrecimento e diretor clínico da Sander Medical Center, muitas mulheres enfrentam frustração ao perceber que hábitos que antes funcionavam deixam de apresentar resultado durante o climatério. “Existe uma mudança hormonal importante que reduz a massa muscular, desacelera o metabolismo e altera mecanismos ligados à fome e à saciedade. Não se trata apenas de alimentação ou sedentarismo”, explica.

Além das alterações físicas, a menopausa também impacta diretamente fatores emocionais e comportamentais. Oscilações hormonais podem intensificar episódios de ansiedade, compulsão alimentar e distúrbios do sono, criando um cenário que favorece o aumento de peso progressivo. Para o especialista, esse contexto exige uma abordagem mais ampla e individualizada. “Muitas pacientes chegam acreditando que falta disciplina, quando na verdade o corpo está funcionando de forma completamente diferente. Hoje entendemos a obesidade como uma condição metabólica complexa”, afirma.

Nos últimos anos, o avanço de tecnologias voltadas ao controle metabólico abriu novas possibilidades para mulheres que enfrentam obesidade nessa fase da vida. Entre elas estão terapias que atuam nos hormônios da saciedade, ajudando a reduzir a fome persistente e melhorar a resposta do organismo ao emagrecimento. Associadas ao acompanhamento multidisciplinar, essas estratégias têm proporcionado resultados mais sustentáveis e menos agressivos ao corpo.

Na Sander Medical Center, os tratamentos são conduzidos de forma integrada, reunindo suporte médico, nutricional e psicológico para tratar não apenas o excesso de peso, mas também os impactos hormonais e emocionais do climatério. “O objetivo não é apenas emagrecer, mas devolver qualidade de vida, equilíbrio metabólico e autonomia para que a mulher atravesse essa fase com mais saúde e segurança”, conclui Bruno Sander.


Acompanhe o trabalho do Dr. Bruno Sander no Instagram: @drbrunosander  

Fonte: Dr. Bruno Sander — Gastroenterologista e Endoscopista |  Especialista em emagrecimento

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