Maternidade pós-bariátrica: Como tratar o reganho de peso sem a necessidade de uma nova cirurgia invasiva

Mudanças anatômicas e metabólicas durante a gravidez podem dilatar o estômago operado; entenda como novas técnicas não invasivas ajudam a recuperar o resultado da cirurgia anterior sem a necessidade de um novo procedimento agressivo.

A chegada de um filho traz alegrias, mas para as mulheres que já venceram a obesidade através da cirurgia bariátrica, o pós-parto pode vir acompanhado de uma visita indesejada: o reganho de peso. Durante a gravidez, a combinação de hormônios à flor da pele com a pressão física do bebê no abdômen acaba forçando as paredes do estômago reduzido. O resultado é uma dilatação que, meses depois, se traduz em uma fome que parece não ter mais fim, gerando um ciclo de frustração difícil de quebrar sozinha.

O médico especialista em emagrecimento explica que essa mudança não é falta de foco, mas sim uma resposta anatômica do corpo. “É muito comum a paciente chegar ao consultório desolada, achando que ‘perdeu’ a cirurgia por causa da gestação. O que precisamos entender é que o estômago é um órgão elástico. Com a pressão interna da gravidez, aquela costura da bariátrica pode alargar, e a comida passa a descer rápido demais, tirando o controle da saciedade”, afirma o Dr. Bruno Sander.

A boa notícia para essas mães é que o caminho de volta para o peso ideal não precisa passar por uma nova operação de grande porte. Hoje, procedimentos realizados por endoscopia permitem ajustar o estômago sem nenhum corte externo. Uma das técnicas mais procuradas é a aplicação de plasma de argônio, que atua cauterizando a saída do estômago para que ela estreite novamente, fazendo com que a pessoa volte a se sentir satisfeita com poucas garfadas.

Sander destaca que a praticidade é o maior trunfo para quem tem uma rotina agitada com um bebê em casa. “Estamos falando de um procedimento que dura cerca de 15 a 20 minutos. A paciente não precisa de internação, não fica com cicatrizes e, no dia seguinte, já está liberada para cuidar do filho. É uma forma de resetar o estômago sem os riscos e o tempo de repouso que uma segunda cirurgia exigiria”, pontua o gastroenterologista.

Além do argônio, existem as suturas endoscópicas, que funcionam como um reforço interno, diminuindo o volume gástrico de quem teve uma dilatação maior. Essas alternativas focam em devolver a restrição alimentar de forma segura e rápida. Para muitas mulheres, é o fôlego que faltava para reencontrar a própria identidade e o bem-estar depois de tantas mudanças no corpo causadas pela maternidade.

O especialista reforça que o acolhimento é parte fundamental do sucesso nesse retorno. “O procedimento entra como um empurrão biológico necessário, mas o nosso papel é acolher essa mulher e mostrar que o reganho tem conserto. Quando unimos a tecnologia endoscópica a um acompanhamento leve e sem julgamentos, a paciente retoma o controle da balança e ganha a disposição que a maternidade exige”, finaliza o endoscopista.

Acompanhe o trabalho do Dr. Bruno Sander no Instagram: @drbrunosander  

Fonte: Dr. Bruno Sander — Gastroenterologista e Endoscopista |  Especialista em emagrecimento

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